DING! Um ano de WoW no Brasil

Hoje, dia 6 de dezembro de 2011, estamos completando um ano de presença oficial de World of Warcraft […]

Hoje, dia 6 de dezembro de 2011, estamos completando um ano de presença oficial de World of Warcraft no Brasil. Um imenso marco para nossa comunidade e para o mercado brasileiro de jogos eletrônicos em geral. Não menos importante, esta data e tudo o que foi feito até aqui atestam o reconhecimento de que o Brasil é, em diversas facetas, importante para uma das maiores e mais importantes empresas de games de todos os tempos, a Blizzard Entertainment.

Contemplando este 1 ano de WoW BR, me dei conta de que jogo World of Warcraft há cerca de 4 anos. Comecei jogando em servidores ‘privados’ europeus. Depois, por insistência de amigos de longa data, passei a jogar WoW pra valer, na Horda do Warsong.

Quando me falaram que o Warsong era um servidor com população praticamente 100% brasileira, fiquei com um pé atrás. Afinal, a nossa fama nos precede – somos mal educados, xenofóbicos, desonestos, pidões, ninjas e etc. E, infelizmente, eu já havia presenciado por diversas vezes as razões para tal fama. Cheguei a criar um personagem em outro servidor, mas, como o pessoal já estava bem estruturado no Warsong, por livre e espancada vontade, pra lá me fui.

Meu primeiro impacto no Warsong foi o trade chat. Aquilo ali era praticamente outra comunidade. Trolagem e bobagem pura, divertido até, mas totalmente o inverso ao que aquele canal se propunha. Havendo jogado uma pá de outros MMOs, inclusive WoW, eu sabia o que esperar dos canais públicos. Sempre haveria alguma zoeira, mas aquilo ia além do que eu considerava normal. O ‘trade’ naquele chat era raro. Além disso, apesar da regra do jogo deixar claro de que nos canais públicos somente era permitido escrever em inglês, por-troll-guês era o idioma oficial do servidor. Minha primeira impressão não foi das melhores. Ainda assim, passado o susto, foram cerca de 3 anos jogando no ‘Songão’ e convivendo com uma comunidade de jogadores quase que exclusivamente brasileiros.

Quando surgiu a notícia de que a Blizzard iria criar reinos dedicados ao Brasil, com atendimento e toda interface e história localizadas para Português, a primeira coisa que me veio em mente foi: isso é uma faca de dois gumes. Tendo convivido no WoW com outros jogadores brasileiros, eu sabia do que seríamos capazes de fazer com o jogo. E havia dois extremos nestas possibilidades – ou criaríamos uma comunidade sadia e interessada, ou acabaríamos como um bando de engraçadinhos e haters.

É com alívio e orgulho que afirmo que a primeira opção está levando a melhor. Graças a pessoas que vestiram a camisa e se reuniram para fazer do WoW uma boa experiência e à fatores inerentes à gestão do próprio game, acredito que estamos fechando um ano de WoW BR com um saldo bastante positivo, além, inclusive, das minhas expectativas (é, nunca fui muito otimista, não).

Hoje, 90% dos meus personagens e praticamente todo o meu tempo de jogo estão nos servidores brasileiros. Vindo do WoW em inglês, há muitas coisas na nossa versão que não me agradam e com as quais não vou me acostumar. Depois de tentar diversas vezes adotar a interface BR, desisti e ainda jogo com a interface em EN. Acho que a tradução da maioria das missões ficou muito boa, mas a dublagem, a meu ver, é pior do que horrível – mas esse assunto fica para outra hora. De qualquer forma, ter o jogo em Português foi a chave para o crescimento da comunidade e, por mais que algumas coisas me desagradem, tenho orgulho de termos uma localização brasileira.

Há pontos negativos nisso também, mas que vão além do jogo, que estão na nossa cultura e educação. A pequenez do pensamento de alguns não é a regra para todos os jogadores. Inclusive, acredito que a comunidade do WoW e o game em si, como instrumento de socialização, podem ensinar uma coisa ou outra para aqueles jogadores que ainda promovem a má fama que os gamers brasileiros têm mundo afora.

Para finalizar, fica o parabéns e o agradecimento a todos que se reúnem em torno deste jogo e dedicam parte do seu tempo a tornar nosso tempo em Azeroth uma experiência divertida e compensadora. Sejam jogadores, blogueiros, escritores, criadores de machinimas, tradutores, programadores, GMs ou tudo isso juntos, grats a todos pela Conquista :)

Esse primeiro ano de World of Warcraft no Brasil foi só começo. Felizmente, um muito bom começo.

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Mais pra Aliança do que pra Horda, mais pra morto-vivo do que pra humano, sempre brigando contra o 'altoholicismo'