Por que jogo com um Cavaleiro da Morte

Por começar do nível 55 e não do ser uma classe WoW vanilla (o game original), você provavelmente […]

Por começar do nível 55 e não do ser uma classe WoW vanilla (o game original), você provavelmente tem que passar por um processo único para decidir jogar esta classe. É verdade que você faz uma escolha consciente quando decide com que classe vai jogar, mas de alguma forma, quando começa do nível 1 isso não faz tanta diferença, pois é um ponto de partida sólido, que pode vir a mudar. Mas quando você opta por jogar com um Cavaleiro da Morte (DK), você já está no jogo. Você faz uma escolha lúcida de sair de uma classe para outra. Isso é provavelmente mais verdadeiro para jogadores como eu, que começaram um Cavaleiro da Morte no início do Wrath of the Lich King e deliberadamente deixamos para trás nossos mains para para começar de novo. Mas, de alguma forma, acho que isso se aplica a qualquer que tenha um DK como seu personagem principal.

Com isso em mente, pensei que poderia ser divertido escrever sobre porque jogamos como DKs, partindo de minhas próprias razões para continuar jogando com ele.

Uma estória da história

Tenho que admitir, eu tendo a ser uma espécie de CDF quando se trata de histórias. Gosto de histórias que são os confrontos entre o bem e o mal, com limites definidos. Eu gosto de meus cavaleiros de armadura brilhante lutando contra as forças das trevas. Algumas pessoas acham que isso é muito simples e certinho, mas se eu quisesse incertezas, eu encontraria bastante na vida real. Às vezes, eu só quero chutar traseiros duns bandidos.

Claro, isso é estranhamento temperado por um amor ao ideal do dominador/lawful evil. Eu adoro poderosos impérios do mal que acreditam na força, disciplina e dominação. E nada chega mais perto disso do que a figura do cavaleiro das trevas. Ele tem um código de honra, mas ao invés de proteger os mais fracos, ele os domina. Ele luta com espada e escudo, mas conquista em vez de libertar. Ele acredita no que faz. Ele pode ter um trauma passado, e ele pode apenas acreditar que os mocinhos são hipócritas, mas você entende por que ele luta, mesmo quando você entende que seus objetivos e métodos são maus.

Provavelmente por isso que, enquanto eu crescia, eu gostava de personagens fictícios como Lord Soth, os Nazgul, e Arawn Death-Lord. Provavelmente por isso que o meu personagem favorito em EverQuest foi um Erudite Shadowknight. Expulsos da cidade principal de Erudite por causa de sua heresia, os Shadowknights da cidadela do mal de Paineel lutavam tanto para espalhar suas doutrinas do medo e da dominação quanto para vingar-se dos “bons” Erudites.

Por isso que, quando eu ouvi falar pela primeira vez sobre WoW eu estava decidido a jogar como um Cavaleiro da Morte morto-vivo (Forsaken/Renegado). Os mortos-vivos pareciam ter uma sociedade lawful evil bem legal, que semeavam a morte e a destruição mesmo quando aparentemente alegavam ter sido injustiçados por seus irmãos e irmãs em vida, e o Cavaleiro da Morte era a figura máxima da idéia de um cavaleiro marcial.

Infelizmente, meus amigos decidiram jogar na Aliança e Cavaleiros da Morte não eram uma classe inicial, então eu fiquei travado em outros personagens até que Wrath foi lançado. Você pode entender por que eu migrei para o Cavaleiro da Morte assim que a expansão saiu. Enquanto Cavaleiros da Morte são ostensivamente bons, eles têm esse toque de trevas e temperamento raivoso que alimenta minha paixão por poderosos cavaleiros das trevas dominadores/lawful evil.

Por que nós lutamos

Claro, lore e história de fundo são muito boas, mas para realmente permanecer com um personagem e uma classe num jogo, eu ainda preciso gostar de como eles jogam. Felizmente, Cavaleiros da Morte satisfazem isso também. Enquanto jogava RPGs, sejam eles de caneta e papel, os velhos MUDs, ou mais recentes MMOs, meu instinto foi me levando aos tipos híbridos, aqueles que geralmente podem se virar lutando na linha de frente, mas também trazem algum tipo de “flash” ou utilidade, seja alguma magia extra ofensiva, uma dose de cura, ou até mesmo alguns buffs e debuffs. Eu gosto de ter esse equilíbrio entre espadas e magia para manter as coisas interessantes. Em jogos passados, eu encontrei isso em personagens tipo cavaleiros ou, às vezes, até mesmo em bardos ou rangers.

No WoW, antes da chegada do Cavaleiro da Morte, foi difícil encontrar um personagem como esse. Eu simplesmente não conseguia me adaptar ao paladino, até mesmo porque eles pareciam muito tipo magos, e não porrada-na-cara o suficiente. Assim, acabei por dividir meu tempo entre druida e caçador . O druida oferecia um melhor equilíbrio de corpo a corpo e utilidades, mas, infelizmente, mudar de forma significava gastar muito do meu tempo como um jogador puramente de pancadaria, tendo que mudar de forma para fazer qualquer das coisas extras que eu gostava. Eu era bom nisso, mas era a mesma coisa. O caçador não me obrigava a mudar de forma e oferecia algumas utilidades interessantes na forma de armadilhas e debuffs, mas realmente não tem o componente do cara-a-cara, embora o pet ajudasse um pouco no corpo a corpo.

Isso, então, foi outro motivo para escolher o Cavaleiro da Morte. Ele oferecia um dano pesado no corpo a corpo e também uma boa selecão de utilidades interessantes e um pouco de magia, que me fez sentir mais visceral do que um paladino, mas menos fechado e limitado do que um druida. Na história, na temática e na forma de jogo, o Cavaleiro da Morte parecia ser um presente dos céus, de acordo com as minhas preferências.

O caso de amor continua

Claro, uma coisa é começar um personagem, outra é continuar com ele. Sim, eu escrevo sobre Cavaleiros da Morte, mas se eu realmente não suportasse meu Cavaleiro da Morte, seria desonesto não me afastar. Felizmente, por alguma razão eu ainda estou em lua de mel com ele.

Em parte, eu acho, é pela rotação de doenças. Mesmo reclamando sobre o incômodo da aplicação de doenças, parece que essa é uma das minhas partes favoritas de ser um Cavaleiro da Morte. Tendo a presença constante de doenças no meu alvo me faz sentir como se estivesse sempre contribuindo e sempre no calor da batalha, especialmente combinando com os debuffs eu posso aplicar.

A flexibilidade das especialidades ajuda também. Com Unholy, eu posso jogar com um pseudo pet de classe, me sentindo como uma espécie de comandante dirigindo as “tropas” para a batalha e me sentir como um mago-cavaleiro, algo que nenhuma outra classe consegue replicar, usando Death Coil e doenças. Blood tem a auto-cura que adoro, mesmo tendo sido deixado para trás em Cataclysm. Ser um vampiro auto-sustentável é divertido, tanto na jogabilidade como na forma de ser, além de oferecer opções de jogo adicionais através de solos extremos. Finalmente, Frost me permite usar Howling Blast para devastar faixas inteiras no campo de batalha, enquanto, ao mesmo tempo, permite saciar meu desejo de empunhar armas pesadas com Frost Strike e Obliterate.

Tudo isso não só cria uma sensação diferente, mas permitem uma boa mudança no estilo de jogo com uma simples respec, mantendo como base o estilo de jogo de um atacante pesado da linha de frente, com um bom conjunto de debuffs e reservas mágicas.

É difícil para mim não gostar do Cavaleiro da Morte. Seja na história, jogabilidade ou sabor, a classe é realmente um pacote completo. Então, agora eu estou curioso: Como você acabou por jogar com um Cavaleiro da Morte? O que mantém você jogando como um?

Tradução livre do post original de Daniel Witcomb para WoW Insider

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